domingo, 25 de novembro de 2012






Karina Beraldi

O Mistério do Halloween

Como todo mês de Outubro da minha escolar, aquele foi parecido, os mesmos mistérios e as mesmas desculpas, parecido não, desta vez, o caso terminara de um jeito ruim, foi mais ou menos assim:

Era uma calma e tranquila terça feira, 1° de Outubro, eu e meus colegas nem esperávamos o que aconteceria, dessa forma, passamos todas as aulas relaxados, até chegar ao final do intervalo, quando encontramos uma garota chorando, estava apavorada, ela era do 8° ano se não me engano, um de nós disse a ela que parecia que ela havia visto um fantasma, ela nos alertou de não brincar com aquilo, pois em Outubro, o impossível pode tornar-se possível. Na hora fiquei assustada, passou, perguntei o que houve, mas ela só disse que não falaria nada para não nos apavorar e nos deixar traumatizados.

No dia 18, sexta feira, estava na biblioteca com minhas amigas ensaiando uma canção de nossa autoria, ela seria apresentada para nossa turma, de repente chega um de nossos colegas, dizendo que a professora havia chegado e precisava urgentemente falar com ela.

O tempo estava horrível, um temporal com trovões e raios barulhentos, para piorar, a boca de esgoto em frente à escola havia abrido, o que inundou a rua, subindo as escadas, a energia havia acabado, entrando na sala, os materiais haviam sido trocados e retirados de nossas bolsas, a parede tinha grandes manchas vermelhas, na lousa havia uma mensagem, “Preparem-se, o terror está próximo!!!” escrito em letras garrafais, ficamos apavorados, a professora na tentativa de nos acalmar disse que nada podia piorar, estava errada, ao terminar sua fala, um raio caiu, a luz ameaçava voltar, e ficava piscando, fora o fato de percebermos o fato de ter alguns pedaços de gelatina grudados no teto.

No dia seguinte, falei com uma amiga da outra sala, ela disse que uma outra menina de sua havia visto muito sangue em sua mesa, ela disse que as manhas da minha sala podiam ser de sangue, alguns dias depois, dia 22 mais precisamente, alguns alunos começaram a sentir falta de alguns materiais, perdidos desde o dia 18. Chegamos a ir falar com a diretora, ela nos disse que faria o possível para descobrir o que estava acontecendo.

Os mistérios continuaram, cada dia uma coisa mais absurda, já não acreditava mais em nada, todos estavam apavorados, com tanto medo que alguns passaram a faltar nas aulas, reta final, faltavam apenas 5 dias para o tão esperado Halloween, deste dia em diante, estávamos tão desesperados que passamos a ter ilusões, do tipo: cadernos sem dono descendo a escada flutuando, a janela fechar e abrir sozinha, estojos e batons flutuarem, etc; nem ao banheiro queríamos ir sozinhos, até hoje fico pensando, “Poderia ser verdade o que vi e ouvi, ou é apenas delírio meu?”, nem acreditava mais nessas historinhas, até o que aconteceu comigo no banheiro do colégio, vi um tênis branco, cheio de manchas vermelhas, sangue mais precisamente, ele estava parado, quando vi não acreditei, virei a cabeça, ao olhar de novo, o tênis havia sumido, ouvi uma descarga mas só havia eu no banheiro, congelei, lavei minhas mãos e corri para a sala, em quanto ouvia vozes estranhas no corredor, naquele estranho, vazio e sombrio corredor, entrei na sala e contei o que vi e ouvi, faltava apenas 2 dias para o Halloween.

O dia chegou, faltaram uns 12 alunos na minha sala, para piorar, a professora havia faltado, tivemos uma substituta bem legal, fomos a sala de informática para fazer uma pesquisa sobre a origem do Halloween, fizemos poemas, documentários e até redações.

Diversas delas eram sobre tragédias que aconteceram ou que poderiam acontecer nessa data, lembramos que a escola foi construída em cima de uma casa antiga, diversos foram os boatos e textos que diziam que o colégio foi construído em cima de um antigo cemitério.

Depois de alguns dias, os alunos do 7° e 8° ano foram na nossa classe nos pedir desculpas pelos ocorridos, a garota chorando, foi o começo do plano, lágrimas falsas e sem motivo algum, a gelatina já estava lá desde 2008, os materiais foram os próprios alunos, junto com as palavras escritas na lousa, as manchas vermelhas na parede eram tinha guache, já os materiais voadores, do tênis, da descarga e dos misteriosos vultos, eles não tinham a mínima idea.

Esses alunos levaram uma suspenção pelo ocorrido.

Mas seria mesmo verdade? E o tênis que vi? E a descarga que ouvi? E os vultos? E as vozes misteriosas e sombrias? Será mesmo verdade que o colégio foi construído em cima de um cemitério antigo? Isso ainda é um mistério...

Millôr Fernandes

Alfabeto Concreto

O A é uma letra com sótão. Chove sempre um pouco sobre o à craseado. O B é um l que se apaixonou pelo 3. O b minúsculo é uma letra grávida. Ao C só lhe resta uma saída. O Ç cedilha, esse jamais tira a gravata. O D é um berimbau bíblico. O e minúsculo é uma letra esteatopigia (esteatopigia, ensino aos mais atrasadinhos, é uma pessoa que tem certa parte do corpo, que fica atrás e embaixo, muito feia). O E ri-se eternamente das outras letras. O F, com seu chapéu desabado sobre os olhos, é um gangster à espera de oportunidade. O f minúsculo é um poste antigo. A pontinha do G é que lhe dá esse ar desdenhoso. O g minúsculo é uma serpente de faquir. O H é uma letra duplex. A parte de cima é muda. Serve também como escada para as outras letras galgarem sentido. O h minúsculo é um dinossauro. O I maiúsculo guarda, em seu porte de letra, um pouco do número I romano. O i minúsculo é um bilboquê. O J, com seu gancho de pirata, rouba às vezes o lugar do g. O j minúsculo é uma foca brincando com sua bolinha. Vê-se nitidamente; o K é uma letra inacabada. Por enquanto só tem os andaimes. Parece que vão fazer um R. Junto com o k minúsculo o K maiúsculo treina passo-de-ganso. O L maiúsculo parece um l que extraíram com raiz e tudo. Mas o l minúsculo não consegue disfarçar que é um número (1) romano espionando o número arábico. O M maiúsculo é um gráfico de uma firma instável. O m minúsculo é uma cadeia de montanhas. O N é um M perneta. No n minúsculo pode-se jogar críquete com a bolinha do o. O O maiúsculo boceja largamente diante da chatice das outras letras. O o minúsculo é um buraquinho no alfabeto. O p é um d plantando bananeira. Ou o q, vindo de volta. O Q maiúsculo anda sempre com o laço do sapato solto. O q minúsculo é um p se olhando de costas ao espelho. O R ficou assim de tanto praticar halterofilismo. Sente-se que o s é um cifrão fracassado. O S maiúsculo é um cisne orgulhoso. Na balança do T se faz jusTiça. O U é a ferradura do alfabeto, protegendo o galope das idéias. O u minúsculo é um n com as patinhas pro ar. O V é uma ponta de lança. O W são vês siameses. O X é uma encruzilhada. O Y é a taça onde bebem as outras letras. Desapareceu do alfabeto porque se entregou covardemente, de braços pra cima. O Z é o caminho mais curto entre dois bares. O z minúsculo é um s cubista.

Henry Thoreau

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro".

 

Arthur Alexandre

Penso...

Penso em você a cada momento
Nas horas tristes, alegres
Monótonas e agitadas
Penso em você a cada segundo
Lembro dos nossos encontros
Momentos felizes que tive com você
Garota mulher, linda que me faz sonhar
Faz-me imaginar o dia que estarei com você
Ao seu lado tudo parece ter sentido.
Os problemas??
Contigo não existe problemas que não possamos vencer!
Simplesmente penso na pessoa mais bela da minha vida
Você!

 

Anônimo

"Tornar o simples em complicado é fácil. Tornar o complicado em simples é criatividade".

Anônimo

"Se quiser que os seus sonhos tornem-se realidade, acorde!"